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segunda-feira, 3 de maio de 2010

E-Fólio B

E-fólio B
Ficha de Leitura

Referência Bibliográfica

Maia, J. M. D. & Williams, L. C. A. (2005). Fatores de risco e fatores de proteção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área. Temas em Psicologia, 13(2), 91-103

Sinopse
Ideia Principal:

Este artigo tem como base uma investigação realizada sobre a literatura vivente acerca dos factores de risco e de protecção ao desenvolvimento infantil, analisando as causas e os efeitos provenientes de vários tipos de violência a que crianças e jovens podem ser sujeitos.

Ideias relevantes:

A importância do Estatuto da Criança e do Adolescente, no Brasil a partir do ano 1990, é destacada neste estudo, a nova concepção dos direitos das crianças e jovens, salientando a obrigatoriedade estabelecida por este Estatuto de qualquer profissional no âmbito social, da educação ou da saúde participar às autoridades legais o conhecimento de maus tratos contra crianças e adolescentes, podendo ser penalizados por lei caso não o comuniquem.
É possível depreender através deste estudo que os factores de risco e de protecção têm uma enorme influência no desenvolvimento do ser humano, sendo compreendidos como algo que suscita ou não comportamentos sadios no desenvolvimento dos indivíduos. Segundo Barnett (1997)”... nenhum outro factor de risco tem uma associação mais forte com a psicopatologia do desenvolvimento do que uma criança maltratada, ou seja, o abuso e a negligência causam efeitos profundamente negativos no decurso da vida da criança.”
Se imaginarmos uma criança ou adolescente em desenvolvimento conseguimos reconhecer a interferência que a família, a escola, o grupo de pares, e o meio envolvente tem no comportamento dos indivíduos. No seio familiar a violência, a instabilidade, os conflitos etc., são factores de risco para o desenvolvimento infantil, ao contrário de uma família onde exista afecto, regras de comportamento, segurança, crenças religiosas, que actuam como factores de protecção. O grupo de pares torna-se factor de risco quando existem amigos com uma conduta controversa, atitudes de rejeição por parte dos jovens ou pelos pares, competências sociais subdesenvolvidas que dão origem a comportamentos problemáticos, se existisse no grupo um envolvimento em actividades sociais, aquisição de regras e competências sociais, geravam uma conduta resiliente podendo evitar comportamentos de risco. Também o meio envolvente oferece factores de risco e de protecção, pelo acesso simples ou não ao álcool, drogas ou armas, tipo de regras utilizadas pela comunidade, as condições económicas em que vivem, a relação entre os indivíduos, etc., podem influenciar positiva ou negativamente os seus comportamentos. Nos estabelecimentos de ensino o insucesso escolar, os problemas de comportamento, um ambiente desorganizado e inseguro, a falta orientações dos professores e as suas baixas expectativas ocasionam os principais factores de risco, por outro lado uma escola com um ambiente apoiante e seguro onde existam regras de comportamento apropriado, elevadas expectativas em relação aos alunos promovendo novas oportunidades e experiências, são factores de protecção para estes jovens.
Podemos concluir que os factores protectores influenciam positivamente crianças e jovens proporcionando que estes desenvolvam a resiliência (capacidade do individuo lidar com os problemas), reduzindo o risco de comportamentos violentos, uso de drogas, insucesso escolar, etc.


Comentários e sínteses:

O estudo realizado tem intenção de mostrar o longo caminho a percorrer no que diz respeito aos factores de risco e protecção, e da sua influência no desenvolvimento infantil. Tornando-se necessário apostar na formação de profissionais que actuem no terreno para que estes reconheçam os problemas de comportamento, sendo capazes de identificar e intervir assertivamente com crianças e adolescentes vitimas de negligência, violência física e psicológica, abusos sexuais e todo tipo de maus tratos.
Segundo Caminha (1999) “ (...), educadores, conselheiros tutelares e profissionais da saúde, ainda não estão capacitados para identificar o fenómeno da violência infantil e tão pouco para lidar com eles”.
Torna-se emergente que os estudiosos apostem nos factores de protecção de forma a desenvolver a resiliência nas crianças e adolescentes e deste modo acautelar os problemas de comportamento.

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